quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Dia do Professor: Festejar o quê mesmo?

Dia do professor: festejar o quê mesmo?
O dia 15 de outubro destinado ao professor. Aquele ser que se dispôs a perpetuar a formação educacional desta nação, um sentimento nascido, há muito tempo desde criança. Os hoje professores viam com grande satisfação a tarefa-sonho de desenvolver a arte de educar outros, de ver surgir discípulos que superassem seus mestres, dando continuidade ao processo de, mais que salutar, facilitar ao educando a luz do conhecimento que o engrandece, faz crescer um país, abre caminhos para realizações e amplia horizontes para conquistas.
Festejar o que? outrora, tal data era motivo de comemoração ante o reconhecimento de todos pelos seus abnegados mestres. Hoje, a chacota, o desprezo, o desmerecimento, o riso de desdém sobram na face de quase todos que simplesmente jogam seus mestres na vala do ostracismo, enquanto os “senhores” do poder fazem troça.
Aos mestre sobram, neste dia, as lamúrias, não há flores nos esperando no jardim, elas secaram de desgosto. Não há bombos de chocolate, há sim, as muitas bombas de efeito moral e o porrete nas costas, sobram pesares, dores incontidas, sofrimentos incontestes, frustrações desmedidas e o gosto amargo em meio às lagrimas sufocadas pelo descaso.
A indiferença é o pior dos descasos, salarialmente os professores são evitados em seus esforços por seus pagamentos miseráveis, agora compensado pelo “vale-tempero”, que a propaganda oficial coloca como um grande beneficio (cem reais) que mudará, para sempre, a vida de todos, mais que não nos permitiu nem comprar o bico do pato para o dia do círio.
Mantemos-nos, ás duras penas e muito sacrifício, mas em pé, vivos, trabalhando com o mesmo afinco e compromisso a que nos propomos, de ajudar essa nação a formar os seus filhos, sobrevivendo da esperança, de que, quem sabe um dia, talvez no juízo final, sejam finalmente atendidas.

Professor: Kleber Duarte
Kleberduarte@hotmail.com